Sindicato apóia greve dos advogados da CEF por melhores remunerações e condições de trabalho


Em luta por valorização salarial e melhores condições de trabalho, desde o ano passado, os advogados do Departamento Jurídico da Caixa Econômica Federal (CEF) entraram hoje (dia 28 de abril) em greve em todo o país por tempo indeterminado. As principais reivindicações são que a Caixa promova uma revisão do Plano de Cargos e Salários de modo compatível com outros setores da advocacia pública federal e conceda um reajuste digno do piso salarial. Foi marcada nova assembléia para a próxima quarta-feira, dia 29, no auditório do Sindicato dos Bancários (Avenida Presidente Vargas, 502, 21º andar). A adesão ao movimento é de 100%.

O Sindicato dos Advogados apóia a mobilização. O presidente da entidade, Sérgio Batalha Mendes, visitou a Associação dos Advogados da Caixa Econômica Federal (ADVOCEF), no dia 17 de abril (foto), para afirmar o apoio do sindicato à luta dos advogados que trabalham na CEF. Também estiveram presentes nesse dia o presidente da OAB/RJ, Wadih Damous Filho, e o representante do Conselho Federal da OAB no Rio de Janeiro, Cláudio Pereira de Souza Neto.

A última negociação com a diretoria do banco foi na quarta-feira passada. Nela, os representantes da Caixa fizeram uma proposta que não foi aceita pelos profissionais: em relação ao piso, mantiveram o que apresentaram anteriormente: R$ 5.700. Em relação ao teto, aumentaram 1%, passando de R$ 8.315 para R$ 8.400. Já para os valores dos salários das faixas intermediárias, 7,5% de reajuste.

Responsáveis pela análise e liberação dos recursos de importantes projetos do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Habitacional "Minha Casa, Minha Vida", dentre outros, os advogados da Caixa reclamam de sobrecarga de trabalho e salários muito abaixo dos pagos em outros órgãos públicos.

“Hoje, o quadro jurídico da CEF é composto por cerca de mil advogados no país inteiro. No Rio de Janeiro, o setor jurídico do banco conta com 100 profissionais submetidos a uma carga horária de mais de 60 horas semanais, com uma carga média de dois mil processos para cada advogado, o que demonstra bem como a valorização desses profissionais se encontra relegada a segundo plano pela direção da Caixa”, afirma Griecos Loureiro, diretor nacional da Associação dos Advogados da Caixa Econômica Federal (ADVOCEF) e membro da Comissão de Negociação Coletiva da CEF.

Os engenheiros e arquitetos da CEF também participam da greve. Juntos, os três segmentos da CEF que estão paralisados somam cerca de 2,3 mil profissionais (sendo 1 mil advogados, sendo 100 no Rio).

 

voltar

|--|SuperNews 1.5 - Notíci@s|--|