Problemas do
SAPWeb ameaçam o funcionamento do TRT-RJ
Em defesa da melhoria dos serviços,
o Sindicato dos Advogados exige medidas urgentes de funcionamento do
novo SAPWeb até a solução total de seus problemas
Se as dificuldades enfrentadas
pelo TRT/RJ no tocante ao andamento da prestação de serviços
já eram muitas, ficaram maiores ainda com a implementação
do novo sistema de acompanhamento processual do Judiciário trabalhista
do Estado do Rio (SAPWeb). A lentidão do sistema, os problemas
de acesso processual via internet e a diferença entre as informações
das Varas e as da Web ajudam a manter os balcões lotados e geram
atrasos nos processamentos e julgamentos. Tantos problemas tornaram-se
corriqueiros no cotidiano de advogados e serventuários do TRT/RJ.
Em setembro, o Sindicato, a OAB/RJ, a Afat e a Acat se encontrarem em
Brasília com o presidente do TST, Rider Nogueira de Brito, e
fizeram uma representação pedindo a intervenção
do Tribunal.
Buscando uma solução definitiva para
os problemas da implantação do novo SAPWeb, o Sindicato
dos Advogados, a OAB/RJ e a Associação Carioca de Advogados
Trabalhistas (Acat), protocolaram, no dia 3 de setembro, uma representação
no Tribunal Superior do Trabalho requerendo a determinação,
à administração do TRT do Rio, da solução
total dos problemas do novo SAP, no prazo de 60 dias, ou o retorno ao
sistema antigo. Para agilizar o funcionamento do sistema, o presidente
do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, determinou a criação
de uma comissão formada por quatro magistrados com conhecimentos
em informática para verificar, no TRT/RJ, as condições
de atendimento do SAPWeb e, através de um relatório de
suas deficiências, organizar um plano de medidas para o seu pleno
funcionamento.
O tempo passou e nada foi feito. Não há nenhuma determinação
do TST ao TRT/RJ, nenhuma comissão técnica esteve em visita
ao Rio, não há nenhum relatório com lista de problemas
e mecanismos para suas respectivas soluções e, enquanto
isso, a queda na produtividade TRT/RJ piora a cada dia. Para Ricardo
Menezes, vice-presidente do Sindicato dos Advogados do Estado do Rio
de Janeiro, “é preciso garantir com a Comissão Nacional
de Justiça todos os atos nas varas para tramitação,
além disso, já que o presidente do TST não se pronunciou
e não fez nada, temos que pressionar o corregedor do TST para,
no mínimo, rever a implantação dessas tabelas que
dificultam mais ainda o funcionamento deste sistema”.
O que diz o TRT/RJ
De acordo com o diretor da Seção
Especializada em Dissídios Individuais do TRT, Álvaro
Aguiar, em reunião com o Sindicato dos Advogados, OAB e Acat,
“realmente, do ponto de vista técnico, o principal complicador
ao funcionamento do novo SAP foi a implantação das tabelas
processuais, determinada pelo Conselho Nacional de Justiça, problema
este já sanado”. Aguiar disse estar ciente das críticas
de acesso ao sistema, mas, segundo ele, isto acontece “pelas naturais
dificuldades de adaptação ao sistema”.
A reunião, que teve como tema central o SAPWeb, aconteceu no
dia 10 de outubro e também contou com a presença da presidente
do Tribunal Regional do Trabalho, Dóris Castro Neves e com o
secretário-adjunto da Seccional, Marcelo Chalréo. O vice-presidente
do Sindicato, Ricardo Menezes, expôs o temor de advogados e usuários
em geral de uma paralisia completa do TRT. De acordo com Aguiar, não
há esse risco. Segundo ele, a deficiência atual é
de maquinário, pois o do TRT está obsoleto. Ele informou
que, até o início de 2009, os equipamentos novos estarão
comprados e licenciados, o que permitirá a criação
de um ambiente específico para os advogados e, conseqüentemente,
a possibilidade da implantação da consulta automatizada
aos processos.
Sindicato continua exigindo medidas
para garantir
o funcionamento do TRT
Para a garantia dos serviços aos
usuários o sindicato continua exigindo medidas transitórias
de funcionamento do novo SAPWeb até a solução total
de seus problemas. Enquanto nada é feito, um grupo de técnicos
e advogados vêm se reunindo na OAB para, a partir das falhas identificadas
por usuários em geral, minimizar as dificuldades cotidianas impostas
pelo novo SAP. De acordo com o dr. Marcus Gregores,”estas reuniões
são freqüentes e têm como objetivo melhorar as condições
de acesso ao sistema”.
Menezes alerta para a gravidade da crise enfrentada pelo TRT. Segundo
ele, “os problemas do SAP, aliados à devolução
dos autos e ao reduzido número de serventuários pode parar
o TRT, se as coisas continuarem desse jeito”, afirma, “corremos
o risco de ver o Tribunal parar antes do nosso recesso por falta de
condições de funcionamento”.
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