Para o Sindicato, a prisão de advogado
é inadmissível
Entidade presta total solidariedade ao dr. Rogel Carman Gomes Barbosa contra abuso de poder da magistrada

O advogado da Caixa Econômica Federal, Rogel Carman Gomes Barbosa, foi preso de modo arbitrário por ordem da juíza Salete Maria Polita Maccaloz, da 7ª Vara do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A prisão ocorreu no próprio gabinete da magistrada, no dia 26 de maio. A alegação para a prisão é a mais despropositada possível: a dra. Salete não aceitou a ponderação do advogado contra as mudanças que ela havia feito na ata de conciliação de um processo contra aquele banco – mudanças estas que o dr. Rogel e o preposto da CEF (coincidentemente, também advogado), não poderiam aceitar, já que a política de conciliação aprovada pela CEF os impedia. Se eles aceitassem as mudanças na ata, incorreriam em alguma punição da própria Caixa. Por conta disso, a juíza alegou que eles a haviam desacatado e ordenou a prisão.

O presidente do Sindicato dos Advogados, Sérgio Batalha Mendes, assim que recebeu a denúncia dos advogados da CEF, se reuniu pessoalmente com os profissionais, enviando já no dia 28 um ofício (com uma representação contra a magistrada) ao presidente do TRF/RJ, Joaquim Antônio Castro Aguiar, pedindo a abertura de procedimento disciplinar contra a Juíza. No documento, Batalha pede ao presidente do Tribunal “que determine a imediata apuração dos fatos ora narrados e garanta aos advogados o direito de exercerem sua função pública, indispensável à administração da Justiça, de forma independente, consultando apenas os interesses de seus clientes nos limites da Lei”.
Para o presidente do Sindicato dos Advogados, Sérgio Batalha Mendes, a prisão do advogado da CEF, Rogel Carman Gomes Barbosa, é inadmissível. O ofício do Sindicato ao presidente do TRF, Joaquim Antônio Castro Aguiar, assinado por Batalha, afirma que os fatos originados da ordem da juíza Salete Maria Polita Maccaloz para a prisão “constituem-se em uma das páginas mais tristes e vergonhosas da história deste Tribunal” - na página 7, a íntegra do ofício do Sindicato.

Leia a representação do Sindicato ao TRF/RJ contra abuso de juíza

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