Comissão que analisa
problemas do
TRT/RJ já se reuniu
Representantes de todas as entidades representativas
dos advogados também participaram
A comissão criada pelo TST para
analisar os graves problemas com o sistema de informatização
(SAPWeb) do TRT da 1ª Região se reuniu no dia 13 de fevereiro,
com a presença de representantes das principais entidades da
advocacia. Estiveram presentes o representante da OAB/RJ, Ricardo Menezes,
o presidente do Sindicato dos Advogados, Sérgio Batalha Mendes,
o presidente da AFAT, Nílson Xavier, o presidente da ACAT, Hildebrando
Barbosa, e um representante da ABRAT, Cristiano Barreto. A Comissão
do TST é constituída pelo juiz Cláudio Mascarenhas
Brandão (TRT/BA), pelo secretário executivo do Conselho
Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e pelo secretário
de Tecnologia da Informação do TST.
Durante a reunião, Sérgio Batalha destacou a falta de
treinamento dos funcionários do TRT e de preparação
do ambiente de rede do Tribunal para receber o sistema, que é
pesado e ruim para o usuário, na opinião dele. Batalha
destacou também que a produtividade do TRT da 1ª Região,
que era a pior do Brasil na fase de execução, tornou-se
ainda pior após a implantação do SAPWeb.
2008 foi o pior ano da história do TRT/RJ
Ricardo Menezes afirmou que 2008 foi o pior ano da história do
TRT para advocacia trabalhista, superando até mesmo 2002, o ano
do incêndio no Tribunal. Ele destacou a piora na produtividade
das Varas após a implantação do SAPWeb e a necessidade
de sua substituição por um sistema realmente eficiente.
Além disso, Menezes, que também é o vice-presidente
do Sindicato dos Advogados, disse que “os representantes das entidades
dos advogados presentes à reunião estavam ali para ajudar
e não tumultuar”. E finalizou: “Afinal, antes de
sermos da OAB ou do sindicato, somos advogados trabalhistas e queremos
o melhor para o tribunal”.
Nilson Xavier concordou com as avaliações de Sérgio
Batalha e Ricardo Menezes, acrescentando que a situação
nas Varas do interior é ainda mais grave do que na capital.
Hildebrando Barbosa e Cristiano Barreto também manifestaram sua
concordância com a avaliação feita pelos demais
colegas, destacando, ainda, os graves entraves à advocacia causados
pela obstrução pelo SAPWeb ao funcionamento dos chamados
"robôs", programas de atualização automática
de andamentos processuais.
Cláudio Brandão encerrou a reunião afirmando que
vai encaminhar a avaliação dos advogados ao Presidente
do TST, destacando que o Conselho Superior da Justiça do Trabalho
(CSJT) é o gestor administrativo da Justiça do Trabalho
e vai envidar todos os esforços ao seu alcance para superar o
problema que vive o Rio de Janeiro.
ISO: onde anda você?
Após o término da última gestão
do TRT, alguém se lembrou de perguntar o que resultou do estudo
da FGV e a posterior certificação de algumas serventias
com o ISO. Em julho de 2007, a coluna “Controle Externo”
desse jornal registrou: “Obviamente, ninguém esperava que
fosse ocorrer alguma espécie de milagre, com o TRT oferecendo,
de um dia para o outro, uma prestação jurisdicional célere
e eficiente. Porém, esperava-se que o estudo e a certificação
conduzissem a uma padronização e racionalização
dos procedimentos internos das Secretarias. A medida foi cobrada pelo
Presidente do Sindicato dos Advogados, Sérgio Batalha, na audiência
pública realizada no último dia 14/05 pela Corregedoria.
O Corregedor Luiz Carlos Bomfim prometeu que a medida será implementada
em sua gestão. Como se diz, quem viver, verá...”.
Felizmente, a maior parte dos advogados sobreviveu, com dificuldade,
a esta última gestão do TRT e ninguém viu nada.
O sindicato aguarda alguma explicação sobre o dinheiro
público gasto com a FGV.
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